Depois de dois anos de pesquisa, a Editora Projeto publica a coleção Palavra Rimada com Imagem, reconto de três cordéis do poeta paraibano Leandro Gomes de Barros: A história de Juvenal e o Dragão, A história da Princesa do Reino da Pedra Fina e A história da Garça Encantada. O lançamento em Recife será dia 20 de outubro
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Lançamento em São Paulo
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Lançamento da Coleção Palavra Rimada com Imagem em Recife
Centro Cultural Correios Recife
Rua Marquês de Olinda, 262
Recife Antigo
Às 19h
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Coisas horríveis no escuro do quarto
Coisas horríveis no escuro do quarto
Elisa Salomon
Editora Paulinas
sábado, 4 de setembro de 2010
Este blog
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Recontando Leandro Gomes de Barros
São dez anos, desde a primeira vez em que a ideia surgiu. Foi o desejo que o folheto, com o texto e o formato originais, chegassem às mãos das crianças, que impulsionou a criação desta coleção. As narrativas são curtas, com apenas doze imagens-cenas para cada história e as ilustrações em matrizes de xilogravura coloridas digitalmente. O folheto, nosso querido cordel, vem encartado em cada livro.
Dez anos de desejo, dois anos de pesquisa, seis meses de trabalho exclusivo e ininterrupto para que a coleção passasse a existir. E muito, muito trabalho. Mas a coleção não teria tomado corpo não fosse a generosidade da amiga Marilia Perrusi, que leu incansavelmente as inúmeras versões de cada texto, a parceria enriquecedora de Meca Moreno e Davi Teixeira, que me ensinaram xilogravura, entalharam as matrizes e compartilharam seus conhecimentos sobre o universo do cordel, Liz França, minha leal e paciente escudeira no Photoshop e Robson Lemos, na fotografia.
A parceria preciosa com a Editora Projeto fez com que, concretamente, a coleção passasse a existir. Respeito ao processo criativo, cuidado e esmero com cada etapa do processo, revisão minuciosa do texto, produção cuidadosa do livro, programação vasta de lançamento e divulgação eficiente.
O lançamento nacional começa por Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR), em agosto. Em seguida acontecerá em Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), em outubro e São Paulo (SP), em novembro.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Depoimentos
Sempre que abro um livro infantil e as ilustrações me encantam, pergunto-me: Por que isso acontece? Desnudo-me de preconceitos e tento compreender o porquê por meio de diversos aspectos. Como tenho muito interesse pelas cores, geralmente esse é o primeiro aspecto que me chama a atenção. Será a forma como o ilustrador usou as cores? Alguns são mais racionais, buscando harmonia ou contraste de uma forma mental. Outros são mais orgânicos e brincam com as cores de forma inusitada. Penso na composição. Esse é um dos aspectos que acho mais difícil. Onde colocar cada elemento da imagem. Criar tensões ou surpresas, orientar o olhar para detalhes relevantes da narrativa. Olho a forma. Vejo como o ilustrador definiu as personagens e a paisagem: se usou volume ou se as figuras são planas; se é uma representação naturalista ou expressionista; se tende a um abstracionismo. Observo como a linha foi utilizada: de forma mais definida, contínuas ou linhas interrompidas, soltas. Busco conhecer sua caligrafia, como costuma representar os elementos narrativos, que influências reconheço em suas imagens, que soluções ele encontra para determinadas encruzilhadas que o texto impõe. A técnica usada sempre me chama a atenção. Gosto particularmente de técnicas que são uma metáfora do texto. Procuro na narratividade da imagem a história que esta se propôs contar, sua relação com o texto, o quanto enriqueceu minha leitura, quais expectativas foram quebradas e que aspectos novos, lúdicos, reflexivos estão postos. Claro que toda essa análise é feita depois que a ilustração já me tocou. Na realidade, o processo de encantamento não se dá assim, compartimentado. Todos esses elementos vêm juntos ao nosso encontro e é a unidade que importa. E como saber se essa unidade faz com que a ilustração tenha qualidade? A resposta a essa pergunta me leva para o reino da subjetividade. Para mim, a ilustração tem qualidade quando nos revela a relação de verdade que o ilustrador tem com a imagem que ele produz. Não basta usar todos esses elementos de forma competente. Já vi inúmeras ilustrações primorosas, em termos técnicos, mas que não criam impacto nem empatia. Como se dá essa verdade? É quando temos acesso à energia criativa do artista? Quando há uma entrega honesta na hora da criação? Ou é quando um anjo pousa em seu ombro? Não sei. Posso passar horas aqui levantando hipóteses e teorias para no final concluir que não sei responder. Só sei sentir.
Texto publicado no livro O que é qualidade em ilustração no livro infantil e juvenil, organizado por Ieda de Oliveira, DCL.
Literatura Infantil: encontro de mundos
Temos uma tendência a construir
a vida como a um romance.
Umberto Eco
Fada, princesa, castelo, vento, flores, dragão, bruxa, irmão, pássaro, fogueira, rei. Palavras familiares ao mundo da fantasia capazes de moldar significados fundamentais no mundo real. Sabemos que a realidade é criada a partir de cada um. São valores, conhecimentos, estados emocionais e desejos, que vão modelando as mais diversas configurações da realidade.
A realidade factual é dura e, na maioria das vezes, cruel. Só a arte é capaz de nos redimir. Só a arte é capaz de nos dar novas pistas. É nela que nos espelhamos e nos reconhecemos humanos. E como humanos, prescindimos das narrativas. São elas as portadoras da boa nova. Seja por meio da literatura, do teatro, do cinema, da música, da dança, das artes visuais. Não importa. O que importa é que alimentam nosso imaginário e nos possibilitam fantasiar uma realidade prenhe de afeto, felicidade, possibilidades e realizações.
Ao pensar em um curso que apresentasse às professoras de educação infantil da rede municipal a literatura infantil, não como um instrumento pedagógico, mas como um caminho estético capaz de devanear uma nova realidade para elas e para suas crianças, escolhi cinco temas que fossem geradores de reflexões e, ao mesmo tempo, importantes para o desenvolvimento da criança.
O primeiro tema, Histórias para a criança, surgiu da preocupação de como as histórias chegam às crianças, diante das dificuldades inerentes ao se ler ou contar uma história. Dificuldade que começa na escolha do livro. Muitas vezes longos textos lidos apressadamente, com o intuito de se livrar rápido da tarefa, furtando da criança a possibilidade de fruir a história, os jogos melódicos, os recursos de linguagem. Inexiste a consciência de como utilizar a voz, a respiração, o olhar, o corpo, o silêncio.
Outras vezes o livro é utilizado como um adereço, criando-se um outro texto que não o registrado nesse suporte, impossibilitando a compreensão da narrativa e do livro como portador do texto.
Ler para o outro é um ato amor. E como ato de amor, prescinde de rituais. Um ambiente aconchegante, a certeza do cotidiano, a intimidade com o texto, o sentimento de cumplicidade com seu ouvinte. Provocar neste a atitude capaz de responder naturalmente com um sorriso sempre que a frase Era uma vez... for pronunciada.
A imagem, o segundo tema, é o texto da criança pequena que nós, adultos, apesar de vivermos numa sociedade onde a privilegiamos, não somos leitores conscientes dessa linguagem.
Saramago nos adverte que enxergar é preciso. E para enxergar precisamos educar o olhar. As paredes das salas de aulas denunciam que alimentamos nossas crianças com imagens produzidas para abastecer o consumo, que a tudo invade. Precisamos enxergar além das armadilhas criadas pela propaganda e pelo marketing perverso, que implanta desejos em nossas mentes e os utilizam como medida de felicidade.
Monalisa, Guernica, O beijo, Vaso com doze girassóis, Moça com o brinco de pérola, O nascimento de Vênus, As meninas, O grito. Boi, ema, jaraguá, papangu, caboclo de lança, sobrinha de frevo, rei e rainha, dama do paço, brincantes, cavalo marinho. Sol, árvore, casa, boneca, carrinho, flor, menino e menina, bola, espaçonave, arco-íris. Essas são as imagens que devem invadir as paredes da escola. Imagens que apuram a estética e fortalecem a identidade.
Os preconceitos contra o Livro de Imagem precisam ser superados. São livros que criam constantemente a possibilidade de criação de novas histórias e fortalecem as estruturas narrativas.
Os Contos de Fadas exercitam e alimentam a fantasia, cotidianamente banida da nossa convivência. Auxiliam-nos a intuir que o amanhã pode ser melhor. A compreender que ser feliz para sempre é ser feliz agora. Se desenvolvermos a consciência de que somos felizes agora, esse sentimento se eterniza e aí somos, sim, felizes para sempre. Mesmo que por momentos fugidios.Reabastece-nos sabermos que somos sempre Psique em busca de Eros e que por meio deles nos ligamos ao Sagrado. E que assim como a Moça Tecelã, sabermo-nos capazes de tecer nossas histórias em longo tapete que nunca acaba, para depois destecermos sempre que a vida contrariar os nossos sonhos.
Mitos, lenda, fábula e contos de fadas, gêneros cujos limites são muito tênues, são narrativas que exercem fascínio sobre a humanidade desde nossos primeiros passos. Há muitos anos atrás...
O tema Etnia é um mote para refletirmos sobre o respeito à diversidade. Seja ela qual for. Passamos um tempo de nossas vidas desejando ser igual aos nossos pares e outro tempo querendo ser diferente. É no diferente que nos reconhecemos iguais. Iguais nos sentimentos, nos desejos, nos sonhos. Mas principalmente no direito de sermos quem somos. Com a nossa identidade fortalecida e respeitada.
Com os temas definidos, e para que as participantes pudessem ter uma visão geral do curso desde o primeiro encontro, foi elaborado um material que continha a agenda, a programação, os textos a serem utilizados durante os encontros e alguns textos para leituras complementares.
A forma encontrada para que os temas ganhassem vida em sala de aula foram: a leitura de contos, leitura e discussão de textos teóricos, troca de vivências das práticas pedagógicas, produção de texto, produção de imagens, dinâmicas lúdicas. E muita, muita conversa sobre o significado que os temas tinham para as nossas vidas.
As professoras receberam a tarefa de, a cada mês subseqüente ao nosso encontro, criar situações para trabalhar esses temas com as crianças. Precisariam também criar um planejamento, material pedagógico e atividades. Além de registrar esses momentos fazendo reflexões sobre sua prática pedagógica. Ao final do ano deveriam concluir o curso com um documento, por um tempo chamado de portifolio, contendo os relatos acompanhados de algumas produções das crianças que exemplificassem a vivência.
E como criar dói, foram vários os suspiros, olhares de súplicas e gritos de dor durante ano. Dúvidas, medos, inseguranças, buscas, necessidade de certezas, sentimentos obscuros próprios de quem caminha por um caminho nunca antes trilhado.
Encerramos o curso com a entrega dos relatos finais quando, além de uma confraternização, fizemos uma avaliação coletiva. O local desses encontros foi a sede da Editora Bagaço, onde alguns grupos tiveram a oportunidade de serem apresentados ao processo de produção do livro, e onde todas puderam compreender o amadurecimento que se deu em sua prática pedagógica durante o ano.
Viver esse processo de formação durante três anos significou um aprendizado inacreditável. Cada turma foi uma turma única. Como únicas foram as pessoas que passaram pelos cursos. Os nomes são vários, muitas vezes repetidos. A maioria não consigo lembrar. Mas as expressões, as descobertas, o brilho em cada olhar e o afeto que guardo de cada uma delas, me fazem ter certeza de que fui muito feliz. Feliz para sempre.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Lançamento Esmeralda no Recife
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Notícias e Agradecimentos
Dia, como outros, no qual trabalhamos durante toda a manhã. E depois do almoço, fomos visitar um castelo um pouco afastado de Bratislava. Chama-se Red Castle, por que foi construído com um barro vermelho. É um castelo lindo onde existe uma exposição de móveis de diferentes épocas. Esses passeios são sempre muito agradáveis e fazem com que a gente possa descansar um pouco do trabalho e nos reabastece para o outro expediente. Maria José foi conosco e conversei com ela sobre o picture book. Ela conhece bem a produção européia e a brasileira, e me falou que o livro de imagem como conhecemos, sem texto algum, é uma tradição muito forte para nós, mas que para o europeu o picture book é um livro com pouco texto onde o texto ilustra a imagem. Isso foi muito bom para mim, pois faz tempo que quero escrever um livro de imagens, mas sinto que a história necessita de algumas palavras. Hoje me sinto mais livre para criar essa narrativa. E isso está fazendo muita diferença para mim. É impressionante como os iranianos produzem muito. Eles conseguem fazer duas ilustrações enquanto os demais fazem apenas uma ou menos que isso.
13.09 - Quinta
Pela manhã acordei muito cansada. O fuso horário tem hora que realmente pesa. Precisei ficar no hotel um pouco mais para me recuperar e só cheguei ao atelier às 11:00h. Em compensação consegui produzir bastante. Depois do almoço fomos fazer algumas compras e depois voltamos para o atelier para trabalharmos até as nove horas. Conversei um pouco com Pal´o e falei o quanto esse momento estava sendo importante para mim. Ver como meus cada um dos meus novos amigos trabalham, ter entendido uma nova forma de ver o picture book, vivenciar um momento de tão grande afetividade entre pessoas que não se conheciam e que tão rapidamente se reconheceram, está sendo uma experiência sem precedentes para mim. Ele ficou muito feliz com o que falei e me agradeceu pelo retorno, pois é exatamente esse o objetivo desse workshop, abrir nossa mente para novas possibilidades profissionais e de relacionamento.
14.09
Hoje foi um dia muito lindo!!!! Nosso último dia de trabalho aqui em Bratislava. Pela manhã terminamos as ilustrações. Duas ilustrações de cada um de nós fica para a BIB. Depois do almoço arrumamos o espaço, colocamos nossas ilustrações no paspatour e preparamos uma pequena exposição para alguns convidados da BIB. Foi um momento de muito trabalho em equipe e a abertura foi extremamente emocionante. Bárbara, a coordenadora do workshop falou sobre a importância que tem esse tipo de evento, em seguida nosso professor falou do processo que vivenciamos durante a semana e ressaltou a importância que foram esses dias, não só profissionalmente mas em relação a como o grupo foi coeso e solidário. Como choveu bastante esses dias por aqui algumas vezes ele ofereceu carona para alguns de nós e, naturalmente, optamos em estar sempre juntos, e isso o comoveu bastante. Depois da pequena vernissagem fomos comemorar todos juntos no O Angelus, agora sei como escreve! Foi uma noite muito gostosa. Bebemos, dançamos e realmente, nos confraternizamos. Foi uma noite muito afetiva e carinhosa entre todos nós. Foi criado um laço forte entre nós seis e o nosso professor, que nos é tão amado. Ao sair ele me falou que apesar de estamos em países tão distantes, sabe que na verdade em muitas coisas estamos juntos. Acho que hoje vivi o momento mais difícil da viagem. Me despedir dessa pessoas com quem compartilhei momentos to preciosos e inesquecíveis.
Conclusões
Ainda não sei como essa viagem vai repercutir em minha vida nem em meu trabalho. Quando vim para Bratislava não trouxe o material que costumo usar, nem trouxe nada concreto que eu quisesse produzir aqui. Apenas o coração livre e aberto para o que de novo essa experiência pudesse me dar. Vivi uma grande experiência e um grande desafio. Criar uma história de uma noite para o dia, usar um material que nunca havia usado antes, no caso a têmpera, com um tempo limitado, me comunicar em uma língua que não é a minha, pois essa foi a primeira vez que me encontro em um país estrangeiro sem um brasileiro ao lado. Hoje meu mundo está maior e o mundo está menor já que tenho pessoas tão amadas em locais diferentes. Pessoas que viveram, e vivem, em países com guerra, com revoluções, com dificuldades, com vários tipos de limites, sociais e políticos, e que viveram dias de comunhão de idéias, objetivos e de união. Dias que sei que serão inesquecíveis para cada um de nós.
Agradecimentos
Desejo agradecer, de todo o coração, a FNLIJ, por ter me indicado para esse workshop, a BIB pela oportunidade dessa vivência, a minha mãe, pelo imenso amor que compartilhamos, aos meus maravilhosos filhos, que sempre apóiam essa mãe completamente pisciana, e a minha querida amiga Geórgia, que tão docemente realizou esse blog.
Beijo a tod@s
Rosinha
terça-feira, 11 de setembro de 2007
11.09
Daniel, argentino, é o mais calado, mais concentrado, mas é muito solidário. Ele tem me ajudado muito a resolver as coisas do dia-a-dia. Tem uma visão mais politizada e tem um olhar crítico sobre tudo o que acontece a sua volta. Manuela, croata, tem um senso de humor fantástico. É super tranquila, tem umas tiradas ótimas e é muito decidida.
Jornal de Domingo

domingo, 9 de setembro de 2007
Fuso horário: amanhã acordo 7h daqui, duas da madrugada aí. É o início do workshop!
Antes da reunião fiquei mais um tempo olhando a exposição. Além da exposição dos cinco continentes tem uma mostra dos finalistas do Noma - Japão, uma exposição do Grand Prix BIB 2005 e uma exposição do vencedor do Hans Christian Andersen.
O tema do workshop será Picture Book, o nosso livro de imagem, como a Branca. Precisaremos fazer um storyboard completo e depois de analisado pelo professor e pelo grupo, deveremos executar uma ou duas ilustrações até o final. As demais faremos em casa. Eles nos fornecerão diversos materiais para escolhermos a técnica que desejamos trabalhar. O professor é um grande ilustrador eslovaco, chamado L´uboslav Pal´o.
BIBIANA
Para quem quiser, Rosinha envia o site do lugar onde está sendo realizada a Bienal do Livro Infantil: http://www.bibiana.sk/. Que, pelo que dá para entender já existe desde os anos oitenta. E no ano de 2005, contou com representantes de quarenta e oito países. Cerca de 410 ilustradores, entre eles a brasileira: Regina Yolanda. E que este ano, no seu workshop sobre ilustração infantil, tem seis alunos inscritos. Entre eles, está nossa querida Rosinha. Segue também o endereço com informações que datam de 2005, na Bienal da Ilustração da Eslováquia. http://www.bib-slovakia.sk/. Inclusive detalhando os objetivos do workshop. sábado, 8 de setembro de 2007
Notícias
Meu primeiro problema foi com as tomadas. As tomadas na Europa são diferentes. Para minha sorte, trouxe comigo livro o “Coração de tinta” de Cornelia Funke, ilustradora e autora de livros infantis e infanto-juvenis.
05.09
Saí do Recife às 15:30 e cheguei em Natal às 16:10
Até as 21h, hora que o avião saiu aproveitei para começar a ler o livro que trouxe como companheiro, jantar e escrever dois textos para a Gerência de Biblioteca e Formador de Leitor da Prefeitura do Recife, sobre uns trabalhos de umas alunas minhas que vão ser publicados.
06.09
Cheguei a Lisboa às 8:00 (mais ou menos) horário local, e esperei por quase oito horas para pegar o novo vôo para Praga. Durante esse tempo dormi um pouco, li e trabalhei nos textos. Às 15:50 o avião decolou e cheguei a Praga às 19:20. Foi um momento um pouco tenso, pois o aeroporto é imenso e não tinha ninguém para me orientar. Fui pedindo informações e, pela primeira vez, colocando meu inglês, que estava a quase um ano estudando, em prática. Fiquei feliz em saber que ele funcionou. Respondi alguns e-mails e enviei o texto para a Prefeitura. Embarquei às 21:50 e às 23:00 estava na Bratislava. Tinha uma pessoa me esperando. Veronika. Uma garota bem simpática, estudante de psicologia, fluente no inglês. Ela me deixou no hotel que fica, na verdade, no campos da Universidade.
07.09
A língua é muito engraçada. Absolutamente impossível de compreender. O inglês é necessário até para tomar o café da manhã. A sorte é que os estudantes sabem falar inglês e foram super gentis. O segundo desafio foi aprender a me locomover. Meu destino era a BIBIANA, local responsável pela Bienal. Peguei tipo um bonde que eles chamam de traim,
Encontrei também Maria José Sotomayor, uma especialista em literatura infantil e juvenil portuguesa, que conheço desde a primeira vez que fui a Bolonha. Minha grande emoção foi em conhecer Anastásia Arkhipova, ilustradora russa que também foi do júri, que ilustrou a coleção dos Grimm, da Ática, que leio e trabalho com eles há tanto tempo, sempre admirando as ilustrações. Dali fomos tomar um café até a hora do jantar. Fomos todos jantar no Casino Slovakia, um local charmosíssimo, com uma comida super gostosa, e ainda ganhamos duas fichas para jogar nas mesas. Claro que perdi as duas em menos de 30s.
Uma coisa me surpreendeu, é que soube que seremos apenas 6 alunos do workshop. Eu, Mohammad Ali Baniasadi e Ali Boozari, do Iran, Filipa Canhestro, de Protugal, Daniel Roldán, da Argentina e Manuela Vladic Mastruko, da Croácia.
08.09
Ainda não me acostumei com o fuso horário de 5h. Acabei passando a manhã toda dormindo. Depois fui para o centro histórico e encontrei um monte de torcedor da Irlanda fazendo maior festa na cidade por causa de um jogo contra a Bratislava. As figuras eram engraçadíssimas, super bem humoradas e uma torcida extremamente educada Depois fui ver a exposição da BIB. Maravilhosa. Dois andares de ilustrações, parecia um sonho. Tanta coisa que ainda não dei conta. Dei um olhada geral no andar da Europa mas me detive mais no andar dos demais continentes. Procurei primeiro o Brasil para começar por ele. Depois fui vendo os demais. Os Iranianos realmente chamam a atenção com um trabalho muito especial, com forte marca da identidade deles. Amanhã vou ver com os europeus com mais vagar. Depois da exposição fui me perder um pouco na cidade. Dessa vez fui na companhia de Daniel. Fomos andando e admirando a cidade sem nos preocuparmos com o caminho. A cidade é linda, com rua muito charmosas, muitos restaurantes, uma cidade bem turística. Vimos um quarteto com dois violinos, um baixo e um acordeon no coreto da praça principal, tocando músicas eslovencas. A voz de um deles era deslumbrante. Depois comemos uma massa em um restaurante e voltamos. Amanhã inicia nosso workshop. Até agora só conheço os iranianos e o argentino. Amanhã conhecerei as duas garotas que faltam.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Sobre a Bratislava
A cidade situa-se ao sudoeste do país, perto das fronteiras austríaca (a 60 quilômetros de Viena), e húngara e tcheca. Com 430 mil habitantes, é a maior cidade do país.
...
Bratislava é atravessada pelo rio Danúbio, junto à fronteira com a Áustria e Hungria ficando a poucos quilómetros da fronteira com a República Tcheca. É a única capital do mundo que tem fronteira com dois países.
O clima da cidade é ameno, embora frequentemente ventoso, com significativa diferença entre os verões quentes e invernos húmidos e frios".
Temperatura média anual: 9,9 °C
Horas anuais de Sol: 1976,4 (5,4 h./dia)
Precipitação média anual: 527,4 mm
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bratislava
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Branca - a ovelhinha sonhadora
... livro sem nenhuma palavra... e que deixa mesmo a gente sem palavras. É muito fofo! Parabéns para a Rosinha, que fez uma história tão simples, bonitinha e com uns desenhos tão bacanas que dá até vontade de fazer um quadro. Boa dica pra mamães mostrarem para filhos pequenos. Ah! Esqueci de dizer que Branca é uma ovelhinha que parece nuvem...